terça-feira, 29 de novembro de 2016

                                  Mote em setissílabas, dedicados a minha esposa Ana Lima.
                                  Escreveu seu esposo: Davi Calisto Neto.
                                  No jardim da minha vida/Tu és a mais bela flor 

És a rosa perfumada
Que perfuma meu jardim
Você nasceu para mim
Por isso é a minha amada
Você será exaltada
No meu conceito de amor
Seu corpo tem o calor
Pra lhe deixar aquecida
No jardim da minha vida
Tu és a mais bela flor

A razão do meu viver
Você quem me faz feliz
Foi você que eu sempre quis
Pra comigo conviver
Se um dia eu ti perder
Eu serei um sofredor
Porque somente o Senhor
Sabe o quanto ela é querida
No jardim da minha vida
Tu és a mais bela flor

Quando é de manhãzinha
Meu jardim está corado
Pois você já tem brotado
E não vai ficar sozinha
O beija-flor se avizinha
Voando como um condor
E eu como um sedutor
Vendo a roseira florida
No jardim da minha vida
Tu és a mais bela flor

O meu jardim é florido
Com flores de muita cor
Mas tem a flor do amor
De perfume preferido
Eu me sinto enaltecido
Aprendi lhe dar valor
Por ser minha preferida
No jardim da minha vida
Tu és a mais bela flor

Nasceste pra me amar
Eu disso tenho certeza
És coberta de beleza
Como Rainha do lar
É uma mãe exemplar
Eu não sou seu genitor
Mas sou seu admirador
E nunca será esquecida
No jardim da minha vida
Tu és a mais bela flor






 


terça-feira, 22 de novembro de 2016

                                       
                                         AS BENESSES DAS CHUVAS NO SERTÃO 
                                         ESCREVEU: DAVI CALISTO NETO.
                                         ANTÔNIO MARTINS-RN, 22/11/2016

Senti o cheiro da chuva
Mas aqui ela não chegou
As nuvens que tinha no céu
Soprou o vento e levou
Eu fiquei desiludido
Por aqui não ter chovido
E nem se quer serenou

Será que o tempo mudou
E vai chover no sertão
O El Niño foi embora
Pra nossa satisfação
Esse fenômeno maldito
Deixou o sertão aflito
Por não ter mais produção

La Niña com outra ação
Vai nos trazer alegria
No Nordeste vai chover
Pra o campo ter regalia
O rio descer com enchente
Ver o sertanejo contente
Quando amanhecer o dia

O peixe na água fria
Nadar fazendo zuada
Onde o rio faz remanso
Fazer sua desovada
A mata mudar de terno
Porque chegou o inverno
Se alegra a passarada

Uma bezerra atolada
Lá na lama do curral
Um touro escava o chão
O rouxinol no quintal
Canta para agradecer
Não reza por não saber
Por ser um pássaro afinal

Lá dentro do matagal
Uma nambu se peneira
A cobra que venenosa
A sua vítima ela espera
Sem ter chance de defesa
Com seu veneno na presa
Que mata e que dilacera

Sem chover nada prospera
O sertão ficou deserto
Os pássaros morrem de cede
Chora quem passar por perto
A chuva traz a bonança
E renova a esperança
De um sertanejo liberto

Chovendo tudo dar certo
Com a fauna e com a flora
Os animais matam a fome
A tristeza vai embora
A mata muda de cor
Em cada ramo uma flor
Onde o beija-flor explora






quarta-feira, 26 de outubro de 2016

                             MOTE: SILVANO LYRA
                            TEM GOTEJOS DE SAUDADE 
                            PINGANDO EM MEU CORAÇÃO
                           ESCREVEU: DAVI CALISTO NETO.                                          

Do meu tempo de criança
Sempre vivo me lembrando
Onde eu vivia brincando
Hoje só resta lembrança
Eu perdi a esperança
Não sinto mais emoção
Vivo de recordação
Do tempo da mocidade
Tem gotejos de saudade
Pingando em meu coração

Sou um farrapo de gente
Que o presente me castiga
Hoje eu só sinto fadiga
O meu passado é recente
As lembranças em minha mente
Só me traz perturbação
Na minha desilusão
Sofro com a realidade
Tem gotejos de saudade
Pingando em meu coração

O tempo passou depressa
Sem se quer eu perceber
Hoje eu aprendi a ver
Que eu estou cansado a bessa
Não acredito em promessa
De sofrer transformação
Só o tempo tem razão
Isso é a pura verdade
Tem gotejos de saudade
Pingando em meu coração

Saudade é um sentimento
Que quem vive sempre sente
Ela sempre está presente
Pra nos causar sofrimento
As vezes causa tormento
Provoca até depressão
Chega fazendo arrastão
Levando a felicidade
Tem gotejos de saudade
Pingando em meu coração

Quem nunca sentiu saudade
Pode se apresentar
Que eu quero cumprimentar
E lhe dizer a verdade
Que ele não tem bondade
Na sua imaginação
Nunca sentiu emoção
E nem teve ansiedade
Tem gotejos de saudade
Pingando em meu coração

Esse sentimento nobre
Só tem quem ama e quer bem
Ninguém sabe de onde vem
Por isso não se descobre
Afeta o rico e o pobre
Sem nenhuma distinção
É danosa a sua ação
De ninguém tem caridade
Tem gotejos de saudade
Pingando em meu coração  


quarta-feira, 5 de outubro de 2016

A CASA ONDE EU FUI NASCIDO
ESCREVEU: DAVI CALISTO NETO.
ANTÔNIO MARTINS- RN, 05/10/2016

A casa onde fui nascido
Pelos os anos desbotada
As suas paredes sujas
Foi pelo o tempo marcada
Resta somente a lembrança
Do meu tempo de criança
Na minha mente gravada 

Bem na margem da estrada
Onde ela foi construída
Avistei suas calçadas
Porta da frente caída
O terraço onde eu brinquei
O lugar onde eu me sentei
No meu início de vida

Todas soleiras comidas
Que o cupim devorou
O lugar onde eu dormia
O armador se arrancou
A mesa onde eu almoçava
O banco onde pai deitava
Só com uma perna ficou

O meu espírito chorou
Vendo a destruição
O quarto onde papai
Guardava o seu algodão
Um moinho enferrujado
Entre os destroços jogado
Vi uma mão de pilão

Ali fiz reflexão
De um passado de alegria
Uma mesa pequeninha
Onde mamãe escrevia
De sujeira quase preta
Achei na sua gaveta
Mais de uma fotografia

A poeira que cobria
Não me deixou revelar
Mas depois de algum tempo
Que eu comecei a limpar
Com a consciência sã
Vi que era da minha irmã
E comecei a chorar

 Deus tinha vindo buscar
 Ela em plena juventude  
 Só tinha vinte e dois anos
 Cheia de amor e virtude
 A febre foi quem matou
 A morte veio e levou
 Ela em sua plenitude

Resolvi ter atitude
Me afastei do lugar
Dizendo para mim mesmo
Nunca mais venho visitar
A casa onde eu fui nascido
Vou deletar do sentido
Pra nunca mais me lembrar

Me afastei sem chorar
Com o coração doido
Meu passado de alegria
Eu vi ali destruído
Com o peso nos meus ombros
Deixei ali os escombros
Tristonho e desiludido  

Não fiquei arrependido
Por ter feito esta visita 
Mas por dentro eu chorei
Com tanta coisa esquisita 
Entre fatos e alternância 
Ali vivi minha infância 
Minha fase mais bonita   







   



domingo, 28 de agosto de 2016

MOTE SILVANO LYRA: SE INSISTIR NO PECADO/VAI ACABAR SE MATANDO.
ESCREVEU: DAVI CALISTO NETO.
ANTÔNIO MARTINS-RN, 28/08/2016
Na vida precisa sorte
Pra seguir seu itinerário
Pois ela cobra um salário
Que muitas vezes é a morte
O pecado é passa porte
Pra quem está praticando
O homem perde o comando
Termina agindo errado
Se insistir no pecado
Vai acabar se matando

Madalena a pecadora
Por Cristo foi perdoada
Mas depois foi avisada
Deixar de ser infratora
A lei não é protetora
De quem comete desmando
Que peca está praticando
Um ato não aprovado
Se insistir no pecado
Vai acabar se matando

Foi Nabucodonosor
Um rido e avarento
Que provocou sofrimento
Por ele não ter amor
Foi um grande pecador
A Bíblia está nos contando
Ele terminou pastando
Com os animais no prado
Se insistir no pecado
Vai acabar se matando

Adão tentou resistir
Mas foi por Eva iludido
Comeu o fruto proibido
De tanto Eva insistir 
A Deus não quisera ouvir
O que estava se passando
Satanás incentivando
O erro foi praticado
Se insistir no pecado
Vai acabar se matando

Absalão não entendeu
Quando ficou contra o pai
Numa armadilha ele cai
Por esse erro morreu
Davi Chorou e sofreu
Mas mesmo Davi Chorando
Não estava no comando
Não foi Joabe avisado
Se insistir no pecado
Vai acabar se matando  

Mesmo tendo convivido
Ao lado de seu pastor
Judas foi um traidor
Por ter seu mestre vendido
O dinheiro recebido
Em suas mãos ficou queimando
Sua mente martelando
Pelo fato consumado
Se insistir no pecado
Vai acabar se matando


domingo, 21 de agosto de 2016


                                MOTE: SILVANO LYRA
                                ESCREVEU: DAVI CALISTO NETO.

Eu não tenho simpatia
E sou um tanto sisudo
Mas ninguém tem meu estudo
No mundo da cantoria
Essa minha maestria
Que eu tenho produzido
Até hoje não fui vencido
Por eu não ter oponente
Não sou o Rei do repente
Mas sou muito parecido

Sou tido como vilão
Na profissão que excesso
Me tornei desde o começo
Um eterno campeão
Nunca tive compaixão
De poeta convencido
Que queria ser metido
Querendo ser competente
Não sou o Rei do repente
Mas sou muito parecido

Sou poeta renomado
Mantenho tudo que fiz
Eu só respeitei Diniz
Que hoje está sepultado
No presente e no passado
Eu sempre fui preferido
Em todos tenho batido
Por ser mais inteligente
Não sou o Rei do repente
Mas sou muito parecido

Por estar na terceira idade
Mas ainda dou a prova
Sou igual a Vila Nova
Porque tenho qualidade
Essa minha assumidade
Não foi no tempo esquecido
Não sou substituído
Por amigos e nem parente
Não sou o Rei do repente
Mas sou muito parecido

Sou o Rei da profissão
Não tenho substituto
Me tornei absoluto
Igualmente a Gonzagão
Ele foi Rei do baião
Foi comigo parecido
Jamais será esquecido
Por ter sido coerente
Não sou o Rei do repente
Mas sou muito parecido

O meu talento é notório 
Por chegar onde cheguei
Por isso me tornei Rei
Mesmo eu sendo simplório 
Superar meu repertório 
E o que tenho produzido 
O meu trabalho é polido
Por isso sou diferente 
Não sou o Rei do repente 
Mas sou muito parecido 



segunda-feira, 8 de agosto de 2016

O BRASIL E SEUS CONCEITOS.
ESCREVEU: DAVI CALISTO NETO.


Hoje eu pude constatar
Que nós estamos perdidos
Os princípios derrotados
Os valores invertidos
As famílias destruídas
As tradições esquecidas
Amores destituídos

Os políticos corrompidos
Por força da vaidade
A juventude sem rumo
Casais sem ter lealdade
Filhos distantes dos pais
Com instintos radicais
Sem nenhuma afinidade

Se vê com barbaridade
Cenas na televisão
Uma geração de monstros
Sem nenhuma emoção
O homem animalizado
Só praticando o pecado
Longe da religião

Ninguém fala em salvação
Por de nós está distante
Não se tem amor ao próximo
Por não ser interessante
Valoriza-se o material
Esquece-se o espiritual
Deleta-se Deus da mente

A juventude carente
De afeto e compreensão
As drogas como uma praga
Fazendo a devastação
O marginal em destaque
Fumando pedra de craque
Pra matar sem ter razão

Impera a corrupção
Entre nossos dirigentes
Estamos errando a escolha
Elegendo incompetentes
Precisa haver mudanças
Pra que as nossas cobranças
Elas sejam interessantes

Nós somos os promoventes
Das mudanças radicais
Somente a sociedade
Dessas mudanças é capaz
Falta isso a juventude
Porque sem ter atitude
Não mudaremos jamais

Deixo aqui a minha voz
Como um brasileiro aflito
Para as gerações futuras
Quero meu Brasil contrito
Com mais amor a Nação  
Saúde e educação
Meu País será bem visto