quarta-feira, 7 de setembro de 2016



                               MOTE: SILVANO LYRA 
                               ESCREVEU: DAVI CALISTO NETO

Deus nunca foi pecador
Nem falou uma mentira
O que ele dar não retira
Porque só faz com amor
Eu sim, sou um pecador
Porque não tenho grandeza
Eu nunca tive pureza
Disso eu sou convencido
Nunca foi nem terá sido
E hoje não é com certeza

Os políticos da Nação
Sempre foram corrompidos
Os eleitores vendidos
Em cada uma eleição
Usando a corrupção
Como forma de defesa
Praticando gentileza
Trazendo o povo iludido
Nunca foi nem terá sido
E hoje não é com certeza

A justiça brasileira
Não tem punido ladrão
Quem rouba mais de milhão
Ela não é justiceira
Se o pobre rouba uma feira
Ela puni com alteza
Só descrimina a pobreza
O rico é absorvido
Nunca foi nem terá sido
E hoje não é com certeza
 
Nossa distribuição
Sempre foi mal dividida
Cada verba recebida
Sofre uma subtração
Ninguém ver a precisão
Da classe que dar dureza
Pra botar o pão na mesa
De quem é favorecido
Nunca foi nem terá sido
E hoje não é com certeza

O sertanejo sofrido
Nunca teve redenção
Só no ano de eleição
É que ele é socorrido
Para votar num partido
Completo de impureza
Com uma cúpula burguesa
Que a ele não dar ouvido
Nunca foi nem terá sido
E hoje não é com certeza




domingo, 28 de agosto de 2016

MOTE SILVANO LYRA: SE INSISTIR NO PECADO/VAI ACABAR SE MATANDO.
ESCREVEU: DAVI CALISTO NETO.
ANTÔNIO MARTINS-RN, 28/08/2016
Na vida precisa sorte
Pra seguir seu itinerário
Pois ela cobra um salário
Que muitas vezes é a morte
O pecado é passa porte
Pra quem está praticando
O homem perde o comando
Termina agindo errado
Se insistir no pecado
Vai acabar se matando

Madalena a pecadora
Por Cristo foi perdoada
Mas depois foi avisada
Deixar de ser infratora
A lei não é protetora
De quem comete desmando
Que peca está praticando
Um ato não aprovado
Se insistir no pecado
Vai acabar se matando

Foi Nabucodonosor
Um rido e avarento
Que provocou sofrimento
Por ele não ter amor
Foi um grande pecador
A Bíblia está nos contando
Ele terminou pastando
Com os animais no prado
Se insistir no pecado
Vai acabar se matando

Adão tentou resistir
Mas foi por Eva iludido
Comeu o fruto proibido
De tanto Eva insistir 
A Deus não quisera ouvir
O que estava se passando
Satanás incentivando
O erro foi praticado
Se insistir no pecado
Vai acabar se matando

Absalão não entendeu
Quando ficou contra o pai
Numa armadilha ele cai
Por esse erro morreu
Davi Chorou e sofreu
Mas mesmo Davi Chorando
Não estava no comando
Não foi Joabe avisado
Se insistir no pecado
Vai acabar se matando  

Mesmo tendo convivido
Ao lado de seu pastor
Judas foi um traidor
Por ter seu mestre vendido
O dinheiro recebido
Em suas mãos ficou queimando
Sua mente martelando
Pelo fato consumado
Se insistir no pecado
Vai acabar se matando


domingo, 21 de agosto de 2016


                                MOTE: SILVANO LYRA
                                ESCREVEU: DAVI CALISTO NETO.

Eu não tenho simpatia
E sou um tanto sisudo
Mas ninguém tem meu estudo
No mundo da cantoria
Essa minha maestria
Que eu tenho produzido
Até hoje não fui vencido
Por eu não ter oponente
Não sou o Rei do repente
Mas sou muito parecido

Sou tido como vilão
Na profissão que excesso
Me tornei desde o começo
Um eterno campeão
Nunca tive compaixão
De poeta convencido
Que queria ser metido
Querendo ser competente
Não sou o Rei do repente
Mas sou muito parecido

Sou poeta renomado
Mantenho tudo que fiz
Eu só respeitei Diniz
Que hoje está sepultado
No presente e no passado
Eu sempre fui preferido
Em todos tenho batido
Por ser mais inteligente
Não sou o Rei do repente
Mas sou muito parecido

Por estar na terceira idade
Mas ainda dou a prova
Sou igual a Vila Nova
Porque tenho qualidade
Essa minha assumidade
Não foi no tempo esquecido
Não sou substituído
Por amigos e nem parente
Não sou o Rei do repente
Mas sou muito parecido

Sou o Rei da profissão
Não tenho substituto
Me tornei absoluto
Igualmente a Gonzagão
Ele foi Rei do baião
Foi comigo parecido
Jamais será esquecido
Por ter sido coerente
Não sou o Rei do repente
Mas sou muito parecido


segunda-feira, 8 de agosto de 2016

O BRASIL E SEUS CONCEITOS.
ESCREVEU: DAVI CALISTO NETO.


Hoje eu pude constatar
Que nós estamos perdidos
Os princípios derrotados
Os valores invertidos
As famílias destruídas
As tradições esquecidas
Amores destituídos

Os políticos corrompidos
Por força da vaidade
A juventude sem rumo
Casais sem ter lealdade
Filhos distantes dos pais
Com instintos radicais
Sem nenhuma afinidade

Se vê com barbaridade
Cenas na televisão
Uma geração de monstros
Sem nenhuma emoção
O homem animalizado
Só praticando o pecado
Longe da religião

Ninguém fala em salvação
Por de nós está distante
Não se tem amor ao próximo
Por não ser interessante
Valoriza-se o material
Esquece-se o espiritual
Deleta-se Deus da mente

A juventude carente
De afeto e compreensão
As drogas como uma praga
Fazendo a devastação
O marginal em destaque
Fumando pedra de craque
Pra matar sem ter razão

Impera a corrupção
Entre nossos dirigentes
Estamos errando a escolha
Elegendo incompetentes
Precisa haver mudanças
Pra que as nossas cobranças
Elas sejam interessantes

Nós somos os promoventes
Das mudanças radicais
Somente a sociedade
Dessas mudanças é capaz
Falta isso a juventude
Porque sem ter atitude
Não mudaremos jamais

Deixo aqui a minha voz
Como um brasileiro aflito
Para as gerações futuras
Quero meu Brasil contrito
Com mais amor a Nação  
Saúde e educação
Meu País será bem visto    



sábado, 6 de agosto de 2016

MOTE: SILVANO LYRA:
A TRANCA DE MEU PASSADO/ENFERRUJOU DE SAUDADE 
ESCREVEU: DAVI CALISTO NETO

Cada porta que eu batia
Ela se fechou pra mim
Porque a vida é assim
Modifica todo dia
Momentos de alegria
Não duram uma eternidade
Se tiver intensidade
Tem que ser aproveitado
A tranca de meu passado
Enferrujou de saudade

Já vivi de aventuras
Desfrutando de orgia
O uísque que eu bebia
Servia de amarguras
Com as minhas desventuras
Sofrendo de ansiedade
Foi embora a mocidade
Hoje me sinto angustiado
A tranca de meu passado
Enferrujou de saudade

A tranca de meu passado
De tanto abrir e fechar
Hoje ela que emperrar
Para mim deixar trancado
O meu presente é forçado
A viver sem liberdade
A minha felicidade
Pelo tempo foi marcado
A tranca de meu passado
Enferrujou de saudade  

A chave que eu abria
Hoje eu não abra mais
O meu tempo de rapaz
Foi quem deu essa alegria
Passado de nostalgia
Presente realidade
Futuro uma ansiedade
Que não está assegurado
A tranca de meu passado
Enferrujou de saudade

Essa saudade que sinto
Ficou lá na minha infância
Hoje só tem a fragrância
Esse é um fato, eu não minto
E nesse meu labirinto
Onde trafega a verdade
Chegou a terceira idade
Pra mim deixar limitado
A tranca de meu passado
Enferrujou de saudade

Saudades de meu sertão
Onde menino eu brincava
E ali eu me achava
Um autêntico campeão
Brincadeira de pinhão
Era uma modalidade
Sem ter adversidade
Eu sempre estava escalado
A tranca de meu passado
Enferrujou de saudade

A ferrugem corroeu
A minha infância querida
A fase melhor da vida
De quem nasceu e viveu
Onde tudo aconteceu
Com muita serenidade  
Mesmo com privacidade
Esse tempo é lembrado
A tranca de meu passado
Enferrujou de saudade 



quarta-feira, 3 de agosto de 2016

AS MAZELAS DA SECA NO SERTÃO.
ESCREVEU: DAVI CALISTO NETO


Ó seca tu és cruel
Perversa e até assassina
As tragédias do sertão
Você é quem determina
Gado morrendo de fome
Do açude a água some
A lama fica rachada
Os peixes morrem sem água
Sobra sofrimento e mágoa
Numa casa sem ter nada

Por que esse meu sertão
É por você perseguida?
Para trazer desalento
De uma forma sofrida
Sem comer os animais
Seca os mananciais
A serra fica cinzenta
O sertanejo sofrido
Tristonho e desiludido
A sua enxada aposenta

Você tem marcado história
No sertão onde eu nasci
Os meus avós já contavam
Em muitos livros que li
Relatos de sofrimentos
Bem antes dos aposentos
Desse homem nordestino
Sem querer dizer o nome
Velho morria de fome
Quando eu era menino


Ó seca o seu legado
É de sofrimento e dor
Você é quem traz desânimo
Para o homem agricultor
Devasta a vegetação
Faz o homem do sertão
Vir embora pra cidade
Pra ver se a fome alivia
Vem morar na periferia
Onde não tem liberdade

Ó seca és implacável
Do meu sertão não tem pena
Você quem protagoniza
Do sertão a triste cena
O rebanho dizimado
Sem ter comer para o gado
Fica o sertão deserto
O sertanejo sem dono
Sofrendo no abandono
Chora quem passar por perto

Um fenômeno natural
Que afeta meu sertão
Um pretexto pra os políticos
Que fazem corrupção
Usam a seca como esquema
Sem resolver o problema
Que a séculos se arrasta
O sertanejo enganado
Pelos políticos lesado
Que do problema se afasta

Quem no sertão hoje passa
Só ver a desolação
Os açudes todos secos
Morreu a vegetação
Mais de uma casa vazia
Onde era a moradia
Do homem agricultor
Sem chover para plantar
Não teve como ficar
Morando no interior



quarta-feira, 13 de julho de 2016

"A CRUZ QUE EU CARREGO".


A CRUZ QUE EU CARREGO
MOTE: O PESO DA CRUZ DA VIDA/PESA NA VIDA DA GENTE.
AUTOR DO MOTE: SILVANO LYRA
ESCREVEU: DAVI CALISTO NETO.

Por mim foi crucificado
O seu sangue derramou
Meu pecado perdoou
Mesmo eu sendo culpado
Com um ladrão de cada lado
Como se fosse indigente
Ele sofreu paciente
Pra morrer logo em seguida
O peso da cruz da vida
Pesa na vida da gente

Por Pilatos foi julgado
Trocado por Barrabas
E diante os tribunais
Foi ferido e humilhado
Depois de ser condenado
No meio daquela gente
Mesmo ele sendo inocente
Sua dor foi esquecida
O peso da cruz da vida
Pesa na vida da gente

Madalena também tinha
Uma cruz pra carregar
E muitos pra lhe acusar
Por ela está sozinha
E na sua ladainha
Mesmo sendo incoerente
Cristo que fora prudente
Por ela ser perseguida
O peso da cruz da vida
Pesa na vida da gente

Eu não sou um Cireneu
Mas carrego a mina cruz
Não é como a de Jesus
Devido os pecados meu
Cristo foi quem mais sofreu
Pra eu ficar independente
Mesmo eu não sendo carente
Minha cruz foi dividida
O peso da cruz da vida
Pesa na vida da gente

Essa cruz que eu carrego
Pra mim é leve demais
Não reclamarei jamais
Eu digo isso e não nego
Mesmo que eu fosse um cego
Eu ainda era contente
Minha cruz é um presente
Por não me causar ferida
O peso da cruz da vida
Pesa na vida da gente